Você já se perguntou por que algumas situações na vida parecem repetir-se como um ciclo difícil de quebrar, ou por que certos pensamentos pesados insistem em retornar mesmo quando buscamos luz e equilíbrio? Muitas tradições espirituais abordam isso de formas diferentes, mas dentro do espiritismo e espiritualismo há um termo específico para essas influências persistentes: espíritos obsessores.

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Imagem Leonardo AI

O que significa “espírito obsessor”?

De nada tem de diferente de nós, acredita? O que chamamos espíritos obsessores algum dia (mesmo que remoto) foram gente como a gente.

Imagine você ter algum problema muito pessoal e principalmente: não resolvido com alguém e, de repente falecer. Você conseguiria descansar? Deixaria pra lá? Algumas coisas são realmente difíceis de relevar, não é…

Então que, por laços de mágoa, apego, vingança, ou outros mais, mantêm sua atenção sobre um encarnado, influenciando seus pensamentos e emoções.

Outra maneira de obsessão é através das famosas e ditas pejorativamente de macumbas. São os obsessores “encomendados”.

No Livro dos médiuns define obsessão como:

Essa definição mostra que não se trata apenas de uma “presença espiritual”, mas de uma interferência ativa e contínua, que pode variar desde uma influência sutil até a dominação quase completa da mente. Ou o que popularmente nós chamamos de possessão.

Tipos de obsessão segundo Kardec

Kardec classificou a obsessão em três níveis, necessariamente sendo da mais “branda” para a pior:

  • 1 Obsessão simples: quando um espírito influencia pensamentos, mas a pessoa ainda percebe e consegue resistir.
  • 2 Fascinação: quando a vítima perde o senso crítico, acreditando nas ilusões ou ideias impostas pelo obsessor.
  • 3 Subjugação: quando a influência chega a dominar tanto o corpo quanto a mente, tirando boa parte da liberdade da pessoa.

Como identificar a presença de um espírito obsessor

Os sinais podem variar, mas alguns padrões aparecem com frequência:

  • Pensamentos repetitivos, negativos ou até vingativos, que parecem não vir de você.
  • A intensa vontade fazer algo que te cause constrangimento.
  • Sensação de cansaço constante sem explicação física.
  • Alterações súbitas de humor ou irritabilidade sem causa aparente.
  • Perda do interesse por atividades cotidianas (principalmente as elevadas) e tendência ao isolamento.
  • Atração para hábitos prejudiciais, como vícios, discussões ou comportamentos destrutivos.

Ou seja, os sinais não aparecem do nada: eles encontram ressonância em nós, nos pontos em que ainda precisamos fortalecer nossa consciência e nossa disciplina interior.

A obsessão não acontece do “dia para a noite”, ela é sempre gradual, exatamente por isso muitas vezes é difícil saber que se trata de um princípio dela. Ainda mais, porque esses pensamentos e ações podem serem nossos mesmos! Quem nunca teve raiva ou mesmo uma “ideia de Jerico”? 😅

O que fazer diante da obsessão espiritual?

O primeiro passo é não alimentar o medo. O medo nos fragiliza, enquanto o conhecimento e a fé fortalece.
Alguns recursos que a doutrina espírita recomenda:

  • Oração sincera – não apenas para pedir ajuda, mas também para enviar luz ao espírito que sofre. (Vou deixar uma sugestão bem legal de oração para situação de obsessão mais abaixo, confere lá.)
  • Evangelho no Lar – prática semanal que harmoniza o ambiente e fortalece a família.
  • Vigilância dos pensamentos – cultivar hábitos que elevem a mente, como leitura edificante e boas conversas.
  • Tratamento espiritual em casas espíritas – como passes e reuniões de desobsessão, que oferecem auxílio vibracional e diálogo fraterno com os desencarnados.

Isso não significa culpa, mas sim a lembrança de que o autoconhecimento é a chave. O espírito obsessor encontra portas abertas apenas onde ainda existem feridas a serem curadas.

Sugestão de oração
“Senhor,
compreendo que todo encontro é aprendizado e que as dores também são caminhos de crescimento.
Neste momento, elevo meu pensamento em favor daquele irmão espiritual que me acompanha com inquietação.
Que a Tua luz o envolva, se assim ele permitir e desejar, trazendo-lhe serenidade e esperança.
Reconheço, Senhor, que se este laço se formou, é porque também tenho a aprender e a purificar em mim.
Ajuda-me a transformar minhas sombras em compreensão, minha impaciência em calma, meus julgamentos em amor.
Que eu não deseje impor nada a esse espírito, mas apenas oferecer vibrações de paz e fraternidade, com a certeza de que o verdadeiro auxílio nasce do respeito ao livre-arbítrio. Fortalece-me para que eu não alimente ressentimentos ou pensamentos de discórdia,
mas que seja capaz de irradiar bons sentimentos, dissolvendo assim as correntes que nos aprisionam.
Que, sob Tua vontade, tanto eu quanto esse irmão possamos seguir livres, aprendendo e crescendo em direção à Tua luz.
Assim seja.”

Perguntas frequentes

Todo pensamento ruim é influência de um espírito obsessor?

Nem sempre. Muitas vezes são reflexos de nossa própria mente. Mas quando são repetitivos, insistentes e sem causa aparente, pode sim haver influência espiritual, mas é possível ser alguma questão psicológica também. Por isso é bem importante se questionar e auto-observar constantemente.

Como diferenciar obsessão de problemas psicológicos?

O ideal é sempre buscar apoio médico e psicológico paralelo ao espiritual. As duas áreas se complementam, sempre!

O espírito obsessor pode ser alguém conhecido?

Sim. É bem frequente que quando falamos de obsessores serem desta ou outras vidas. Espíritos com os quais tivemos algum vínculo que ainda guardam mágoas ou apegos. Mas também há casos em que nem ao menos conhecemos, são os obsessores “encomendados”.

É possível ajudar o espírito obsessor?

É, sim, mas não é tão superficial assim… Oração, evangelho no lar e atitudes de amor e caridade podem ajudar tanto a vítima quanto o obsessor em sua evolução. Mas tudo depende do espírito, o quanto ele está disposto a mudar. Livre-arbítrio é o que há….

Conclusão

Já reparou como estudar sobre obsessão nos mostra mais sobre nós do que sobre eles?
E mais do que temer os obsessores, nos convida a olhar para nossas imperfeições e tentar transformar elas em virtudes, fechando as portas para influências negativas.
E você, que lê esse post, já percebeu alguma influência ou tentativa dos espíritos no seu próprio comportamento? Eu já, e bastante… Mas sigo tentando não fraquejar! 🙂 Me conte! Vou gostar de saber que não estou sozinha.

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