Você já ouviu falar sobre o umbral? O termo pode soar sombrio e misterioso, especialmente para quem se interessa por espiritualidade. Mas, afinal, o que ele significa? E a grande pergunta todo mundo tem curiosidade: será que todos nós, ao desencarnarmos, vamos para o umbral? Nesse post, vou falar um pouco sobre significado do umbral (baseado em livros) e como ele está relacionado com a nossa evolução, além de reflexões sobre as condições que nos levam a essa região espiritual.
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Imagem: Leonardo AI |
O que é o umbral?
É... Devido à densidade tanto da matéria corpo físico, quando do local, você pode acessá-lo através de projeção astral, também chamado de desdobramento, enquanto seu corpo dorme. Se você quiser saber mais, veja esse post que fala sobre se a projeção astral é perigosa!
Quando um espírito desencarna, ele não se torna automaticamente mais evoluído ou iluminado. Ele leva consigo seus medos, culpas, vícios e sentimentos negativos acumulados durante a vida.
Então, serve como uma espécie de zona de depuração, onde os espíritos enfrentam essas questões antes de seguirem adiante em sua jornada evolutiva.
Para que ele serve?
1. Reflexão e tomada de consciência
2. Filtragem e Sintonização vibracional
Aqueles que já cultivam o bem, mesmo com falhas, podem ser socorridos mais rapidamente ou seguir para regiões mais amenas automaticamente.
— Note que não é pelo fato de não acreditar, mas sim por não se fazer útil no bem. (Fonte: Os Mensageiros - psicografado por Chico Xavier)
3.Preparação para a Reencarnação ou Resgate Espiritual
Entendendo melhor através dos livros
Imagine que cada um de nós, renascendo no planeta, somos portadores de um fato sujo, para lavar no tanque da vida humana. Essa roupa imunda é o corpo causal, tecido por nossas mãos, nas experiências anteriores. Compartilhando, de novo, as bênçãos da oportunidade terrestre, esquecemos, porém, o objetivo essencial, e, ao invés de nos purificarmos pelo esforço da lavagem, manchamo-nos ainda mais, contraindo novos laços e encarcerando-nos a nós mesmos em verdadeira escravidão. Ora, se ao voltarmos ao mundo procurávamos um meio de fugir à sujidade, pelo desacordo de nossa situação com o meio elevado, como regressar a esse mesmo ambiente luminoso, em piores condições? O Umbral funciona, portanto, como região destinada a esgotamento de resíduos mentais; uma espécie de zona purgatorial, onde se queima a prestações o material deteriorado das ilusões que a criatura adquiriu por atacado, menosprezando o sublime ensejo de uma existência terrena.Nosso Lar, Capítulo 12
Nele é descrito o visual do que seria uma parte do umbral, em que se encontram os que ceifam suas próprias vidas, o vale dos suicidas.
Nas Trevas só há dois modos de vida: ou você serve ou é servido. Melhor viver assim do que viver no meio termo.— O que quer dizer com isto?— O umbral, ou purgatório, é um lugar onde não impera lei alguma. Foi ali que eu fiquei por muitos anos até sair da cova. Eu estava no umbral. Aquilo é o nada. Você não tem noção de tempo ou espaço, nada existe além do tormento do espírito. Como eu era um grande devedor da Lei Maior, não havia retorno: ou descia mais um pouco ou enlouquecia. O umbral é isto, meu amigo, o esquecimento pela Lei. Eu vi espíritos vagando por lá durante séculos. Perdem toda fé e esperança. Ali não vai ninguém para socorrê-los. Cada um tem que achar sua própria saída. Não lhe lançam uma escada para se elevar. Você tem que construir sua própria escada. O que existem são alguns agrupamentos de espíritos socorristas muito fechados. Eu mesmo conheço muitos destes locais.— Não saem em busca das almas ou espíritos que vagam sem rumo?— Quem lhe falou isso?— Eu li em um livro.— Conversa fiada para iludir incautos. O que falaram ou descreveram não foi um umbral ou purgatório, como nós, os guardiões conhecemos muito bem, mas sim as camadas de atrações de almas pouco devedoras. Esta é uma região onde andam livres todos os tipos de espíritos. Nesta faixa vibratória que chamam de umbral ou purgatório, o espírito pode ir onde quiser que ninguém o incomoda, ou seja, pode se agregar com quem quiser.Porém, o acesso ao verdadeiro umbral somente a Lei determina. Para lá você não vai. Aquilo é uma continuação do modo de viver, pensar e agir de quando ainda se estava na carne. Você não percebe que está lá. Ainda pensa que esta vivo e não compreende nada do que realmente lhe aconteceu. A zona de atração ou camada ‘sobre’ e não ‘sob’ a crosta terrestre é o que descrevem como umbral ou purgatório. No verdadeiro umbral apenas os guardiões penetram, tantos os da Luz como os das Trevas e assim mesmo com certa cautela, pois lá não impera lei alguma. Esta região pertence àqueles que não pertencem nem aos céus nem aos infernos. Ali nem o das Trevas entram, pois não tem direito sobre quem lá esta.O Guardião da Meia-Noite
Neste caso específico, sabe-se que o espírito permanece nesse local pelo tempo correspondente aos anos que ainda teria de viver encarnado.
Essa descrição se aproxima mais do que o guardião chama de "verdadeiro umbral", onde os espíritos não recebem ajuda e precisam, por mérito próprio, encontrar uma saída. Aonde se vai pela ação da Lei Maior.
E o que seria a Lei Maior? A Lei de Deus, a lei da natureza. Relação com a lei de causa e efeito, por exemplo. Onde tudo tem de ter seu equilíbrio.
Se seguirmos essa linha de raciocínio, poderíamos dizer que:
- O umbral de Nosso Lar seria a camada sobre a crosta terrestre, onde há sofrimento, mas também resgates, sendo descrita como zona de atração. Onde os espíritos vão, evidentemente, por causa da sintonia. São os espíritos que não estão tão em dívida com as leis karmicas, por assim dizer.
- O Vale dos Suicidas de Memórias de um Suicida poderia ser um exemplo do umbral verdadeiro, um lugar de extrema dor onde o espírito está sujeito à Lei Maior sem intervenção direta. Sendo possível sair somente pela própria fé para o amparo divino.
Nosso lar, psicografado por Chico Xavier, pelo espírito André Luiz.
Narrativa de André Luiz após o seu desencarne até a colônia espiritual Nosso Lar.
Memórias de um suicida, Yvone Pereira, pelo espírito Camilo Cândido Botelho
Camilo Castelo Branco narra sua dolorosa trajetória após retirar sua vida.
Narrativa do espírito Guardião da Meia-Noite até se tornar um guardião das trevas a serviço da luz.
Conclusão
Para muitos, ele pode representar um período de solidão, confusão e sofrimento, onde o espírito se vê confrontado com seus próprios erros e desequilíbrios. Não é uma punição imposta, mas sim o resultado natural das vibrações que cultivamos pela Lei maior.
O que você está construindo para si mesmo? Que tipo de energia está alimentando agora?
A transformação começa no presente, e cada passo em direção à responsabilidade, ao autoconhecimento e ao bem genuíno que nos afasta da necessidade de passar por esses caminhos mais densos. E que tenhamos consciência para evitarmos passar por lá... Ou se passarmos, que seja por pouco tempo...